Com o avanço da idade, as mudanças no corpo e nas rotinas tornam-se mais evidentes, mas nem todos os idosos aceitam essas transformações de maneira tranquila. É comum encontrar pessoas mais velhas que evitam consultas médicas e ignoram orientações de saúde. O geriatra Natan Chehter, professor da Universidade Cidade de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, observa que, embora existam idosos que cuidam bem da saúde, um grupo específico se destaca pela resistência. Ele explica que essa resistência pode ser atribuída ao medo de receber diagnósticos, que é visto como uma ameaça. Além disso, muitos idosos cresceram em contextos com pouco acesso à saúde, o que influencia sua relação com consultas médicas. O psicólogo Yuri Busin ressalta que a perda de autonomia é um fator emocional significativo, tornando difícil para muitos reconhecerem suas vulnerabilidades e buscarem ajuda. Essa negação pode levar a consequências graves, já que a medicina atual prioriza a prevenção e a identificação precoce de problemas de saúde. Portanto, adiar consultas pode resultar em diagnósticos tardios e complicações. Para lidar com essa situação, familiares e profissionais de saúde devem adotar uma abordagem colaborativa, evitando imposições. Criar novos hábitos requer tempo e estratégias, priorizando mudanças simples e graduais que se integrem à rotina do idoso.