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Tensões entre EUA e Brasil: Lula reage a novas tarifas de Trump

O presidente Lula expressou surpresa com as novas tarifas dos EUA e a designação de facções brasileiras como terroristas, o que rompeu uma trégua com Trump. A situação gera uma tempestade política no Brasil.
Foto: AFP

O recente anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de novas tarifas ao Brasil e a designação de facções brasileiras como "terroristas" provocou uma reviravolta nas relações entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A situação foi analisada pelo jornal britânico Financial Times, que destacou a ruptura de uma trégua que parecia ter sido estabelecida entre os dois líderes.

as novas medidas dos EUA, que incluem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, foram vistas como um esforço de lobby por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador se reuniu com Trump na Casa Branca pouco antes dos anúncios, buscando alinhar-se com políticos que têm se mostrado favoráveis ao ex-presidente americano.

Em 28 de maio, os EUA designaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, uma medida que a família Bolsonaro defendeu por mais de um ano, mas que o governo Lula rejeitou, temendo possíveis intervenções militares.

Na terça-feira (2), o governo americano criticou o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, e outras práticas do governo Lula, considerando-as "irrazoáveis

e prejudiciais ao comércio dos EUA. O Financial Times observou que essas ações desencadearam uma

tempestade política" no Brasil, levando Lula a criticar Flávio Bolsonaro por supostamente incentivar a política americana.

Lula se referiu às novas tarifas como "TariFlávio", em uma tentativa de associar a proposta ao senador. A análise do consultor político Thomas Traumann, citada pelo jornal, sugere que a oposição de Lula às tarifas pode aumentar sua popularidade, semelhante ao que ocorreu com o líder canadense Mark Carney.

Embora Trump não tenha se posicionado abertamente na campanha eleitoral brasileira, seus gestos e declarações foram interpretados como apoio a Bolsonaro. Na terça-feira, Trump compartilhou uma foto com Flávio, elogiando-o como "um jovem inteligente que ama seu país". Traumann comentou que as ações dos EUA indicam uma intenção de interferir nas eleições brasileiras, que ocorrerão em outubro.

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