O uso de inteligência artificial (IA) para tratar questões emocionais tem crescido significativamente, com um aumento de mais de 30% na busca por apoio emocional digital desde 2021, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Aplicativos e plataformas de IA prometem acolhimento imediato e respostas rápidas em momentos de crise.
Entretanto, especialistas alertam para os limites e os riscos associados a essa prática. O psicólogo Antonio Chaves Filho, do Hospital Santa Mônica, destaca que
a IA não possui consciência ou julgamento clínico. Ela também não tem capacidade de fazer diagnósticos. Os chatbots são apenas sistemas estatísticos programados
.
Os riscos do uso de IA na saúde mental incluem a falta de diagnóstico adequado, a possibilidade de respostas incorretas ou perigosas, questões relacionadas à privacidade e segurança de dados pessoais, a ausência de vínculo terapêutico e a falta de intervenção em crises graves.
Apesar dos riscos, a inteligência artificial pode ser uma ferramenta complementar na rotina de autocuidado. Ela pode ajudar na organização de hábitos saudáveis, ensinar técnicas de respiração e práticas de mindfulness, além de servir como lembrete para manter uma rotina saudável.
Contudo, apenas um profissional de saúde é capaz de avaliar riscos reais e identificar padrões emocionais complexos para conduzir o tratamento de forma adequada.