Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos, conforme informações da agência Reuters. Castro, que tem 94 anos, ocupou o cargo de presidente a partir de 2008, sucedendo seu irmão, Fidel Castro, e permaneceu na posição até 2018. Apesar de ter deixado a presidência, ele continua a ser uma figura influente no sistema político cubano.
As acusações incluem quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Além de Castro, outras cinco pessoas também são mencionadas em uma moção dos EUA para tornar pública a acusação. Essa ação ocorre em um contexto de crescente pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba.
Trump declarou que os Estados Unidos não aceitarão um estado que abriga operações hostis a apenas 145 quilômetros de seu território. Nos últimos meses, Washington intensificou as sanções contra Havana, o que agravou a crise econômica e energética na ilha.
O governo cubano ainda não se manifestou diretamente sobre as acusações, mas o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Cuba não mudará sua posição diante das pressões dos EUA. Ele destacou que, apesar das sanções, o país continua em um caminho de soberania.
As acusações contra Raúl Castro estão ligadas ao incidente de 1996, quando aviões militares cubanos derrubaram aeronaves de um grupo de exilados cubanos, resultando na morte de quatro tripulantes, sendo três cidadãos americanos. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou um evento em homenagem às vítimas.
Em um vídeo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, expressou o desejo de construir uma nova relação com Cuba e ofereceu ajuda humanitária. Em resposta, Rodríguez criticou Rubio, mas não descartou a aceitação da ajuda, ressaltando o impacto do bloqueio econômico.
Raúl Castro, nascido em 1931, foi uma figura central na revolução cubana e na resistência à invasão da Baía dos Porcos. A acusação contra ele é vista como parte da escalada de pressão dos EUA sobre Cuba, com Trump afirmando que o governo cubano é corrupto e que Cuba seria a próxima na linha de ação após a Venezuela.
Diante da crescente tensão, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer ação militar americana contra Cuba resultaria em um 'banho de sangue'.