A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, nesta quarta-feira, a situação do surto de ebola que afeta a República Democrática do Congo e Uganda. Atualmente, são 528 casos suspeitos e 132 mortes atribuídas à variante Bundibugyo virus.
A OMS identificou 668 pessoas que tiveram contato com pacientes infectados, mas a insegurança na região e as restrições de movimento dificultam as ações das equipes de saúde. A organização alertou que o surto pode se prolongar por meses, embora o risco global permaneça baixo.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a magnitude da epidemia é provavelmente maior do que os números oficiais indicam, afirmando:
Esperamos que esses números continuem aumentando.
O surto ocorre em uma área onde a República do Congo e Uganda estão interligados, complicando a adoção de medidas para conter a transmissão do vírus. A cepa Bundibugyo ebolavirus, responsável pelo surto, é considerada rara e não há tratamento ou vacina disponíveis.
O ebola é uma doença altamente letal, com uma taxa de mortalidade entre 30% e 40%, transmitida pelo contato com secreções de indivíduos infectados. A OMS acredita que muitos casos e mortes não estão sendo contabilizados, pois muitos contaminados não buscam atendimento médico e há registros de óbitos em casa que não são incluídos nas estatísticas oficiais.