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Apelo de Marco Rubio à população cubana sobre a situação no país

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez um apelo aos cubanos, criticando as autoridades locais e propondo uma nova relação com os EUA, incluindo ajuda humanitária.
Foto: Metropoles

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, divulgou uma mensagem direcionada aos cubanos, na qual critica as autoridades do país por enriquecerem às custas da população. Em sua declaração, Rubio afirmou que Donald Trump pode proporcionar uma 'nova Cuba' aos cidadãos da ilha.

A mensagem foi publicada nas redes sociais no dia da Independência de Cuba. Rubio, filho de imigrantes cubanos e conhecido por sua postura crítica em relação ao governo cubano, destacou que a grave situação humanitária enfrentada na ilha não é resultado do embargo norte-americano, que já dura mais de 60 anos.

A verdadeira razão por não terem eletricidade, combustível nem alimentos é porque quem controla o seu país saqueou bilhões de dólares — afirmou o secretário de Estado. Ele apontou o Grupo de Administración Empresarial S.A (GAESA) como responsável por esse 'roubo', mencionando que o conglomerado foi criado na década de 1990 por Raúl Castro e é controlado por militares.

Rubio também mencionou que a proposta de Trump para uma 'nova Cuba' incluiria uma nova relação entre Washington e Havana, que deveria ser estabelecida 'diretamente com o povo cubano'. Isso começaria com uma doação de US$ 100 milhões em alimentos e remédios, condicionada à distribuição pela Igreja Católica ou outros grupos humanitários.

Apesar do tom diplomático, a declaração de Rubio se insere em um contexto de ações e declarações mais ameaçadoras dos EUA em relação a Cuba. Desde a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump tem voltado sua atenção para a ilha. Uma das primeiras medidas foi bloquear o envio de petróleo venezuelano para Cuba, além de ameaçar tarifas contra países que forneçam petróleo à ilha, atualmente sob o governo de Miguel Díaz-Canel.

Trump também tem feito várias ameaças militares, mencionando a possibilidade de 'tomar o controle' da ilha após o fim da guerra com o Irã.

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