O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos contra o ex-presidente Raúl Castro são uma
manobra política sem qualquer fundamento jurídico
. Em suas redes sociais, Díaz-Canel defendeu o aliado e afirmou que a medida dos EUA visa justificar ações agressivas contra Cuba.
Ele afirmou que a acusação contra Raúl Castro, anunciada recentemente, revela a "arrogância e a frustração
dos representantes dos EUA em relação à determinação da Revolução Cubana. O presidente cubano também criticou a distorção dos fatos sobre o abate de aeronaves da organização Brothers to the Rescue, ocorrido em 1996, afirmando que Cuba agiu
em legítima defesa" após violações do espaço aéreo.
As acusações dos EUA incluem conspiração para matar cidadãos americanos e homicídio, relacionadas ao ataque contra duas aeronaves civis que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo três cidadãos norte-americanos. Esse episódio intensifica a tensão entre Washington e Havana, especialmente em um contexto de endurecimento da política externa do governo Trump.
Díaz-Canel também elogiou a "estatura ética" e o "espírito humanista" de Raúl Castro, que, segundo ele, impediriam tentativas de difamação. O ex-presidente, atualmente com 94 anos, é alvo de especulações sobre uma possível operação mais ampla dos EUA contra Cuba, similar àquela realizada contra Nicolás Maduro.
Trump já havia declarado que Cuba "vai cair muito em breve" e que poderia "fazer o que quiser" em relação ao país. O secretário de Estado Marco Rubio também defendeu publicamente uma mudança de regime em Havana.