A Polícia Civil da Paraíba finalizou a investigação sobre Ednaldo Gomes Vidal, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima. O inquérito revelou que ele teria recebido R$ 756.324,55 em salários enquanto supostamente atuava como 'servidor fantasma'.
Cinco pessoas foram indiciadas, incluindo Vidal, pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. As apurações indicam que, mesmo residindo a cerca de 4.900 quilômetros da Paraíba, ele continuou recebendo remuneração até abril de 2024, sem registros de faltas nas unidades prisionais onde deveria estar lotado.
A defesa de Ednaldo argumenta que ele não tinha conhecimento da manutenção do vínculo funcional com o governo da Paraíba. Segundo os advogados, ao se mudar para Roraima, ele teria deixado uma procuração com o irmão para formalizar sua exoneração, o que não ocorreu. Eles também afirmam que os valores não foram diretamente geridos por ele e que outra pessoa teria exercido suas funções em uma das unidades prisionais.
Apesar das alegações de defesa, os autos indicam que Ednaldo demonstrou interesse em ressarcir os valores considerados irregulares, visando um possível acordo com o Ministério Público. A investigação foi conduzida pelo Delegado Emanuel Henriques do Nascimento, com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba e da Divisão Especial de Combate à Corrupção de Roraima.
Fonte: Metropoles