O desembarque do navio de cruzeiro MV Hondius no Porto de Grandilla, na ilha de Tenerife, na Espanha, tem gerado protestos na região. A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, enfrentou um surto de hantavírus durante a viagem, resultando em três mortes a bordo.
Em um comunicado, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, assegurou que a população local não deve temer a chegada do navio, pois o risco de contaminação é considerado baixo. Ele afirmou:
Sei que ao ouvir a palavra ‘surto’ e ver um navio navegando em direção à sua costa, memórias que nenhum de nós conseguiu superar completamente vêm à tona. Mas preciso que me ouçam com clareza: isto não é outra Covid. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus permanece baixo.
O navio deve chegar ao Porto de Grandilla entre 4h e 6h deste domingo (10/5), horário local. O governo espanhol informou que os cidadãos da Espanha serão os primeiros a desembarcar, enquanto a saída dos demais passageiros dependerá da liberação das autoridades de saúde.
Atualmente, não há passageiros apresentando sintomas a bordo, e um membro da OMS está presente na embarcação. A OMS, em colaboração com as autoridades espanholas, elaborou um plano para o desembarque seguro dos passageiros, que incluirá medidas como a utilização de veículos lacrados e vigiados, além de um corredor isolado para a chegada ao porto.
Ghebreyesus enfatizou a importância da solidariedade, afirmando:
Como já disse muitas vezes: os vírus não se importam com política e não respeitam fronteiras. A melhor imunidade que qualquer um de nós possui é a solidariedade.