Durante uma coletiva de imprensa realizada no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, na terça-feira (23), o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), abordou a questão do endividamento das famílias brasileiras. Ele destacou que diversos setores da economia, incluindo prestadores de serviços, comerciantes e cidadãos comuns, estão enfrentando dificuldades financeiras devido ao acúmulo de dívidas, especialmente em modalidades como cartão de crédito e crédito consignado.
Caiado afirmou que a situação é alarmante, com a maioria da população endividada.
Todos os segmentos, prestadores de serviços, comerciantes, indústrias, produtores rurais e cidadão comum estão endividados no cartão de crédito, no crédito consignado. Estão quebrados — declarou.
O governador também criticou o programa "Desenrola
, criado pelo governo federal para facilitar a renegociação de dívidas, questionando a eficácia da iniciativa. Ele se referiu à taxa de juros como
agiotagem", responsabilizando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos altos índices de endividamento.
Aí vem dizer que tem o Desenrola. Mas quem foi que enrolou? Quem promoveu essa taxa de juros? Isso não é obra de cima, é obra de quem gastou demais, irresponsavelmente. Foi o governo Lula que aumentou a dívida do país — afirmou Caiado.
Além disso, o pré-candidato criticou o impacto das altas taxas de juros sobre o consumo e a utilização de recursos do FGTS para quitar dívidas.
Você tem uma taxa de agiotagem de taxa de juros real. Aí tira o FGTS para pagar o agiota. O governo faz cortesia com o chapéu alheio, a taxa de juros sobe, e você vai tirar sua poupança para pagar o agiota — disse.
Caiado reiterou que o endividamento das famílias é resultado das decisões do governo federal, enfatizando que as políticas fiscais adotadas têm contribuído para a crise financeira enfrentada pela população.
Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgados em maio de 2026, indicam que o endividamento no Brasil alcançou 81,6% das famílias. A pesquisa aponta que a alta taxa de juros e a dependência de crédito para consumo básico são fatores que agravam a situação, especialmente entre as famílias de menor renda.