O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (24/6) que as Forças de Defesa de Israel não retirarão suas tropas do sul do Líbano, mesmo que haja uma exigência por parte dos Estados Unidos. Katz afirmou que
200 mil moradores [libaneses] não voltarão [às casas que evacuaram]
devido a experiências passadas em zonas de segurança, onde a presença civil resultou em ataques contra soldados.
Durante um evento em Tel Aviv, Katz destacou que não permitirá que situações semelhantes se repitam. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se manifestou, afirmando: "Não irei me render".
A retirada das tropas israelenses do Líbano é uma das condições apresentadas pelo Irã para a formalização de um acordo com os Estados Unidos visando o fim da guerra. Na semana anterior, os dois países assinaram um memorando de entendimento que previa uma trégua de 60 dias, incluindo o Líbano, para discutir os termos finais do acordo.
Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a postura de Israel em relação ao Líbano, sugerindo que Netanyahu deveria agir de forma mais responsável em relação ao grupo libanês Hezbollah.
Embora um cessar-fogo tenha sido supostamente acordado entre o Líbano e o Hezbollah na última sexta-feira (19/6), os ataques continuaram, e o conflito persiste na região sul do Líbano, próxima à fronteira com Israel.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, desde 2 de março, 4.192 pessoas morreram e 12.171 ficaram feridas em ataques israelenses. Do lado israelense, 32 soldados foram mortos em confrontos com o grupo xiita.