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Trump afirma que Irã não cobrará pedágio em Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o Irã garantiu que não haverá cobrança de pedágio para navios no Estreito de Ormuz, apesar de tensões entre os países.
Foto: G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (24) que o Irã assegurou aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer taxa para a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

Trump fez a afirmação em uma publicação em sua rede social, onde afirmou que o Irã negou relatos de 'fake news' que indicavam a cobrança de 'pedágios, custos de seguro ou quaisquer outras taxas' para embarcações que atravessam a região. Ele também ameaçou encerrar as negociações se essa informação se mostrasse falsa.

Além disso, o presidente reiterou que os EUA não fornecerão dinheiro ao Irã, apesar de um acordo que prevê a criação de um mecanismo para a transferência de US$ 300 bilhões para a reconstrução do país. Segundo Trump, esse valor virá de bens congelados de Teerã e será destinado a ajudar o povo iraniano.

Trump destacou que a liberação do dinheiro será utilizada para a compra de alimentos, como milho e trigo, que são urgentemente necessários no Irã, e que esses produtos serão adquiridos exclusivamente dos Estados Unidos.

Em contrapartida, o Irã e Omã informaram que estão considerando uma administração conjunta do Estreito de Ormuz, o que pode incluir a cobrança de custos pelos serviços prestados.

A situação no Estreito de Ormuz é complexa, com o Irã afirmando que apenas um número limitado de embarcações pode passar pela região diariamente, uma informação que não foi mencionada no acordo de paz assinado entre os dois países na semana passada.

Enquanto isso, o tráfego marítimo na região tem aumentado, com registros de 35 navios comerciais passando pelo estreito na segunda-feira, o que Trump chamou de 'recorde histórico'. O governo dos EUA ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações do Irã.

Trump também comentou que aceitou levantar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz após os negociadores iranianos concordarem com inspeções nucleares, permitindo que a região permaneça aberta.

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