Na terça-feira, 23 de junho, o governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções direcionadas a cinco empresas cubanas associadas ao GAESA (Grupo de Administração Empresarial S.A.), um conglomerado militar-empresarial, e à nora do ex-presidente Raúl Castro, Annalie Lilliam Rueda Cardero. Essa ação faz parte da estratégia americana para intensificar a pressão sobre o governo cubano, que enfrenta uma grave crise econômica, caracterizada por escassez de alimentos, apagões frequentes e dificuldades no abastecimento de combustíveis.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, as empresas sancionadas desempenham um papel crucial no financiamento do regime cubano e estão diretamente ligadas ao GAESA, que é controlado pelas Forças Armadas de Cuba e considerado uma das principais fontes de recursos do Estado. Entre as empresas afetadas estão a Almacenes Universales, que realiza operações logísticas, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas companhias estatais do setor mineral: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, a maior siderúrgica da ilha.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que as sanções têm como objetivo atingir estruturas que sustentam economicamente o governo cubano. Ele acusou o regime de priorizar o controle político em detrimento das necessidades da população e afirmou que o GAESA tem sido utilizado para concentrar recursos nas mãos da elite governante. Rubio alertou que instituições financeiras e empresas estrangeiras que mantiverem relações comerciais com as entidades sancionadas poderão ser alvo de medidas semelhantes.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, criticou as sanções em uma publicação nas redes sociais, afirmando que as novas medidas fazem parte de uma política destinada a sufocar economicamente o país. Rodríguez declarou que as ações dos EUA representam um crime e que o governo americano continua a adotar medidas para apertar o cerco econômico sobre Cuba.