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Vacina contra poliomielite terá dose de reforço aos 4 anos

O Ministério da Saúde reintroduz a vacina de reforço contra a poliomielite para crianças de quatro anos, com mudanças no calendário de vacinação a partir de 3 de agosto.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A partir de 3 de agosto, o Ministério da Saúde irá reintegrar a vacina de reforço contra a poliomielite ao calendário nacional de vacinação, especificamente para crianças de quatro anos. Essa atualização no esquema vacinal inclui três doses da vacina inativada de poliomielite (VIP) e dois reforços, que serão administrados em etapas.

O novo calendário prevê a aplicação das três doses iniciais da VIP aos dois, quatro e seis meses de idade, seguidas por reforços aos 15 meses e aos quatro anos. Anteriormente, até 2024, o plano de vacinação contemplava três doses da VIP e dois reforços com a vacina oral, conhecida como "gotinha". Com a nova diretriz, a imunização será realizada exclusivamente por meio de injeção.

Crianças que não foram vacinadas até os quatro anos, 11 meses e 29 dias poderão receber a vacina. Para aquelas que já completaram as três doses e um reforço, a recomendação é que tomem o segundo reforço aos quatro anos, respeitando um intervalo mínimo de seis meses entre as doses.

O Ministério da Saúde esclarece que crianças que iniciaram o esquema vacinal na rede privada e desejam completá-lo na rede pública devem seguir o mesmo calendário estabelecido.

A decisão de reintroduzir a vacina foi discutida com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A poliomielite é uma doença viral que pode causar paralisia infantil, especialmente nos membros inferiores, e em casos severos, pode levar à morte. A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados.

O último caso de infecção pelo poliovírus no Brasil foi registrado em 1989, conforme dados do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI). Em 1994, o país foi certificado como área livre da circulação do poliovírus selvagem.

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