Em entrevista à rádio CBN Paraíba, realizada na terça-feira (23), o ex-deputado estadual Anísio Maia, do PSB, expressou sua preocupação com a perda de apoios a João Azevêdo, atual governador da Paraíba, e criticou a condução das articulações para a disputa ao Senado nas eleições de 2026.
Anísio destacou a necessidade de reciprocidade por parte do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, do Republicanos, em relação ao projeto de Azevêdo. Ele questionou por que Nabor, que defende publicamente sua candidatura ao Senado, não retribui o apoio ao nome de João.
Se ele em todo canto que vai defende o voto dele e de Nabor para o Senado, por que não há uma contrapartida?
, indagou Anísio, ressaltando a inquietação que essa situação tem gerado entre os aliados do governador.
O ex-deputado também pediu uma definição clara sobre a estratégia eleitoral do grupo, afirmando que é necessário esclarecer se a chapa será unida ou se cada um seguirá seu próprio caminho.
As declarações de Anísio surgem após o vazamento de mensagens atribuídas a ele em um grupo de WhatsApp, nas quais expressava sua preocupação com o avanço de Nabor sobre as bases políticas ligadas a Azevêdo.
Embora João e Nabor tenham minimizado as insatisfações internas, Anísio afirmou que a cobrança por fidelidade ao ex-governador é uma reclamação recorrente entre os militantes.
Além disso, Anísio criticou as negociações eleitorais, afirmando que atualmente há a formação de acordos políticos impublicáveis, o que, segundo ele, contribui para a deterioração da política brasileira.
Os compromissos políticos programáticos estão sendo substituídos por negociatas eleitorais que ninguém nem pode publicar — concluiu.