A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) propôs a ampliação da cobertura dos planos de saúde para incluir a mamografia digital, independentemente da idade do paciente, sempre que houver indicação médica. A medida visa facilitar o acesso a um exame considerado essencial para a detecção precoce do câncer de mama.
Atualmente, a cobertura do exame é restrita a mulheres entre 40 e 69 anos. A mamografia digital, que é uma versão mais avançada do exame convencional, permite identificar alterações antes que sejam percebidas ao toque, aumentando as chances de tratamento eficaz.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Brasil registre cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama anualmente. A ANS argumenta que o diagnóstico precoce é crucial e pode reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas.
Entre as vantagens da mamografia digital estão a menor exposição à radiação, o tempo reduzido de compressão da mama durante o exame e o armazenamento digital das imagens, que facilita o acompanhamento clínico.
Com a proposta da ANS, a cobertura do exame se estenderia a qualquer gênero, incluindo pessoas que se identificam como não binárias. A iniciativa foi aprovada pela diretoria colegiada da ANS no dia 8 de julho e agora está em consulta pública, que receberá contribuições até o dia 11 de julho.
A decisão de ampliar a cobertura surgiu após discussões na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), onde a maioria dos membros defendeu que a mamografia digital já é um padrão consolidado no cuidado oncológico. A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, destacou que a evolução tecnológica justifica a eliminação das restrições de idade e gênero para um exame tão relevante.