A defesa de Davi Moraes da Silva, de 32 anos, sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz, se manifestou nesta terça-feira (23/6) sobre um incidente ocorrido no Bar Responsa, localizado na Asa Sul. O advogado José Souza de Lima divulgou um vídeo em que alega que Davi foi tratado de forma inadequada pelo estabelecimento e que a abordagem policial foi ilegal.
No vídeo, o advogado descreve a situação como um "tratamento manifestamente inadequado
e classifica a intervenção policial como
manifestamente ilegal, abusiva e criminosa". Segundo a defesa, Davi foi forçado a pagar por produtos que não consumiu, mesmo após a intervenção de um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que teria sido chamado pelo gerente do bar.
O estabelecimento comercial obrigou Davi ao pagamento de produtos não consumidos no local, mediante indevida intervenção e utilização da força policial — afirmou o advogado. Ele também mencionou que Davi foi vítima de lesão corporal e abuso de autoridade durante a abordagem.
A defesa informou que procedimentos correcionais já foram iniciados para investigar os atos do sargento envolvido. Além disso, a defesa planeja entrar com uma ação indenizatória contra o Bar Responsa.
O caso teve início na noite de sábado (20/6), quando Davi foi preso após uma confusão no bar. A Polícia Militar relatou que ele apresentava sinais de embriaguez e teria ameaçado o gerente após um desentendimento sobre a conta. Mesmo após orientações dos policiais para encerrar a situação, Davi teria mantido um comportamento agressivo.
Durante a abordagem, Davi tentou constranger os policiais ao mencionar seu parentesco com o deputado Wellington Luiz e fez comentários sobre promoções dentro da corporação. Posteriormente, ele divulgou um áudio nas redes sociais pedindo desculpas por suas declarações, classificando-as como "infelizes" e negando a intenção de obter vantagens por conhecer autoridades.
Fonte: Metropoles