A ansiedade entre crianças e adolescentes tem se tornado uma questão de grande relevância para pais e profissionais de saúde. Embora muitas vezes seja vista como uma fase do desenvolvimento, especialistas ressaltam que essa condição demanda atenção especial quando começa a impactar a rotina, as interações sociais e a saúde física dos jovens.
Sidney Brandão, pediatra e presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo, observa que é comum que crianças experimentem algum nível de ansiedade. No entanto, a preocupação surge quando há mudanças persistentes no comportamento.
Uma criança antes ativa e falante pode começar a se isolar, evitar contato visual e demonstrar reações exageradas diante de situações simples
, explica.
Dentre as abordagens integrativas para o controle da ansiedade infantil, a acupuntura médica tem se destacado. Essa técnica atua na modulação do sistema nervoso, promovendo a liberação de neurotransmissores que estão associados ao bem-estar e à tranquilidade, como a serotonina e a endorfina.
Na perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa, a infância e a adolescência são vistas como períodos de "excesso de energia yang", caracterizados por agitação, impulsividade e emoções intensas.