Um esquema de fraude envolvendo alvarás de soltura falsos foi desmantelado na Penitenciária de Segurança Máxima PB1 e PB2, em João Pessoa. Sete integrantes de facções criminosas foram identificados na tentativa de deixar a unidade prisional com documentos falsificados.
A descoberta ocorreu durante procedimentos internos realizados por policiais penais, que desconfiaram da autenticidade dos alvarás quando alguns detentos foram chamados para assinar documentos de soltura. A direção da penitenciária contatou os juízes Andreia Arco Verde e Carlos Neves, da Vara de Execuções Penais, que confirmaram a falsificação dos documentos.
Investigações indicam que os alvarás podem ter sido enviados através do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre os presos envolvidos, destaca-se Clodoberto da Silva, conhecido como 'Betinho', que é considerado um dos líderes do Comando Vermelho na Paraíba e possui condenações que totalizam mais de 27 anos de prisão.
Diego Alexandro dos Santos, conhecido como 'Baiola', também está entre os beneficiários da fraude. Ele é descrito como membro do conselho do Comando Vermelho e tem um histórico de 19 anos de condenações. João Batista da Silva, apelidado de 'Junior Pitoco', é outro nome na lista, sendo associado à alta cúpula da facção Nova Okaida.
Célio Luis Marinho, conhecido como 'Célio Guará', é identificado como o braço direito de Samuel Mariano, o 'Samuca', e figura importante na facção Bonde do Cangaço. Vinícius Barbosa de Lima, apelidado de 'Vini', também é mencionado como parte de uma organização criminosa atuante no estado.
A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) iniciou um procedimento interno para investigar a participação dos detentos na tentativa de fraude.