Search

Pesquisa indica 10 horas semanais de exercício para saúde do coração

Um estudo recente sugere que, para benefícios cardíacos, seriam necessárias 10 horas de exercício semanal, superando a recomendação da OMS de 150 minutos.
Foto: Metropoles

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda atualmente 150 minutos de exercício por semana como quantidade mínima. No entanto, uma pesquisa realizada na China sugere que, para obter benefícios significativos para a saúde do coração, seriam necessárias 10 horas de atividade física semanal, quase quatro vezes mais do que a orientação da OMS.

O estudo, publicado na revista BMJ, analisou dados de 17.088 participantes do UK Biobank entre 2013 e 2015. A média de idade dos envolvidos era de 57 anos, com 56% sendo mulheres e 96% brancos. Informações sobre hábitos de consumo de álcool e tabaco, índice de massa corporal, condições de saúde prévias, frequência cardíaca em repouso e pressão arterial foram consideradas.

Os voluntários usaram dispositivos para monitorar os níveis de atividade por sete dias e realizaram um teste de ciclismo para avaliar a aptidão cardiorrespiratória. O acompanhamento durou em média 7,8 anos para identificar eventos cardiovasculares. Os resultados mostraram que aqueles que se exercitavam por 150 minutos semanais apresentaram uma redução de até 9% no risco cardiovascular.

Para alcançar uma redução superior a 30% no risco de problemas cardíacos, considerado 'substancial' pelos pesquisadores, era necessário realizar entre 560 e 610 minutos de exercício moderado a intenso por semana, um nível atingido apenas por 12% dos participantes. Além disso, os dados indicaram que indivíduos mais sedentários precisavam de 30 a 50 minutos adicionais de exercício semanal em comparação com aqueles que já se exercitam regularmente.

Os pesquisadores da Macao Polytechnic University destacam que os achados evidenciam o desafio enfrentado por populações sedentárias. Contudo, eles também ressaltam que o estudo é observacional e não estabelece uma relação de causa e efeito entre a quantidade de exercício e a diminuição do risco cardiovascular.

Os cientistas sugerem que futuras diretrizes de atividade física devem considerar a condição física dos indivíduos, diferenciando entre o volume mínimo de exercícios moderados a vigorosos necessário para uma segurança básica e os volumes maiores requeridos para uma redução ideal do risco cardiovascular.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE