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Wellington Cobra pede fiscalização após aprovação da LDO em Campina Grande

O vereador Wellington Cobra, da oposição em Campina Grande, destacou a importância da fiscalização na aplicação da LDO de 2027, aprovada sem emendas impositivas e com protesto da oposição.
Foto: Fonte83

Após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Wellington Cobra, membro da bancada de oposição, ressaltou a necessidade de um controle rigoroso sobre a aplicação dos recursos públicos. Cobra afirmou que a oposição não busca dificultar a gestão municipal, mas sim garantir que o orçamento seja executado de forma transparente e em benefício da população.

Vamos acompanhar a correta aplicação dos recursos públicos, porque o que está no papel nem sempre se concretiza. Hoje, em vez de avançar na abertura de novas UBSs, Campina Grande luta para não fechar as que já existem — declarou o vereador. Ele também mencionou a crise enfrentada pelos servidores em busca de direitos não respeitados pela gestão municipal.

A votação da LDO ocorreu em uma sessão marcada por impasses. A reunião, realizada na terça-feira (30), foi suspensa temporariamente para que os vereadores pudessem discutir pontos do projeto. Ao retomar os trabalhos, a proposta foi aprovada por 11 votos da base governista, sem a presença da bancada de oposição, que deixou o plenário em protesto.

Cobra criticou a ausência das emendas impositivas no texto enviado pelo prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), que, segundo ele, é fundamental para que os vereadores possam destinar recursos às áreas que conhecem melhor.

O mesmo gestor que depende dessas emendas e de recursos federais não garante esse mesmo direito aos representantes do povo — afirmou.

O vereador enfatizou que a fiscalização é essencial, pois, embora haja recursos previstos no orçamento, nem sempre esses valores são efetivamente aplicados. Ele reiterou que cabe ao Legislativo acompanhar a utilização do dinheiro público e garantir que os investimentos cheguem aos serviços essenciais.

A votação da LDO poderá ser contestada judicialmente, uma vez que há um entendimento de que seriam necessários 12 votos favoráveis para sua aprovação.

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