O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra com o Irã
terminará imediatamente após as eleições
intercalares, agendadas para 3 de novembro. Ele comentou que os iranianos "não vão aguentar muito mais" e insinuou que estão tentando influenciar o processo eleitoral, embora não tenha detalhado como.
Trump também previu uma queda significativa no preço da gasolina, que atualmente ultrapassa os quatro dólares por galão, podendo cair para menos de dois dólares. O conflito, que se intensificou nos últimos seis meses, continua sem uma solução clara, enquanto a inflação e os altos preços dos combustíveis ameaçam o desempenho do Partido Republicano nas eleições.
Antes de partir para a convenção pré-eleitoral republicana em Dallas, Trump sugeriu que a liderança iraniana busca influenciar a composição do Congresso para obter uma arma nuclear, o que, segundo ele, colocaria o mundo "em sérios apuros". Embora tenha indicado que novas negociações com Teerã são possíveis, ressaltou que não é isso que busca no momento.
Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, Trump havia esperado que o conflito durasse apenas algumas semanas, mas, ao longo dos meses, fez várias previsões sobre um fim iminente. A guerra, que se espalhou por vários países do Oriente Médio, resultou em uma drástica redução do fluxo de petróleo do Golfo através do estreito de Ormuz, elevando os preços internacionais.
Recentemente, Trump minimizou a importância do conflito, chamando-o de "uma coisa pequena" para os Estados Unidos, apesar das preocupações expressas por outros políticos republicanos sobre seu impacto nas eleições. O vice-presidente JD Vance, ao ser questionado sobre o fim da guerra, evitou dar um prazo, referindo-se à necessidade de os iranianos pararem de atacar navios.
Trump também comentou sobre a participação de alguns candidatos republicanos na convenção, afirmando que não há "espaço suficiente" para todos os políticos, justificando que apenas aqueles em disputas acirradas deveriam comparecer. Além disso, um memorando de entendimento entre Washington e Teerã, assinado em junho, que previa um cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz, não foi cumprido.
Com as negociações paradas, os Estados Unidos retomaram os bombardeios contra o Irã em 30 de agosto, após um mês de calmaria. O reatamento das hostilidades ocorreu após Trump ordenar uma ofensiva econômica contra o Irã, com novas sanções, já que a força militar não havia conseguido levar o regime a ceder.
O Irã, por sua vez, exige que os Estados Unidos cumpram os compromissos do memorando e levantem a ameaça militar no estreito de Ormuz em troca do fim da guerra e do bloqueio. Além disso, o governo Trump é acusado de interferir em eleições em outros países, como a Argentina e o Brasil.
Fonte: Noticiasaominuto