A revista inglesa The Guardian revelou que o governo dos Estados Unidos alocou US$ 1 milhão para uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. O projeto, denominado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil, visa financiar grupos da sociedade civil que se opõem à atuação judicial e à censura da Suprema Corte.
Os recursos são provenientes do Congresso e destinados ao Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF). Não há confirmação se o valor já foi transferido ou apenas empenhado para os projetos definidos pela Casa Branca.
A publicação também destacou que, no ano anterior, o governo de Donald Trump impôs sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes, após pressão de Eduardo Bolsonaro. Durante o julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF se tornou alvo de críticas do governo Trump.
Washington tem criticado as restrições do STF às plataformas digitais dos EUA, que visam combater crimes no ambiente digital. O governo Trump tem pressionado outros países a não adotarem regulamentações sobre as grandes empresas de tecnologia.
O The Guardian também teve acesso a documentos do Departamento de Estado dos EUA, que revelam um total de US$ 176,9 milhões destinados a 43 projetos para promover a agenda do governo Trump em diversos países. A pressão por essas verbas reflete interesses variados, incluindo preocupações sobre a preservação de valores ocidentais tradicionais.
Para o Reino Unido, foi previsto um financiamento de US$ 5 milhões para apoiar um grupo que se opõe a leis de segurança online, como a Lei de Segurança Online da Grã-Bretanha, aprovada em 2023, que visa proteger crianças de conteúdos prejudiciais.
A Fundação Memorial de Vítimas do Comunismo, ligada a Andrew Bremberg, ex-assessor da Casa Branca, seria a maior beneficiária, recebendo US$ 40 milhões.
Em resposta ao The Guardian, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que os projetos na Europa buscam apoiar aliados na defesa de direitos e princípios, além de sua soberania.
Fonte: Noticiasaominuto