O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã aceitou "praticamente tudo" o que foi exigido por Washington nas negociações nucleares, que seguem em andamento. A declaração foi feita durante uma entrevista à CNBC na quinta-feira.
Trump destacou que as tratativas avançam após um acordo preliminar alcançado em 18 de junho. Ele caracterizou o conflito com o Irã não como uma guerra, mas como uma questão de desarmamento nuclear da República Islâmica.
O presidente americano enfatizou que não se pode permitir que o Irã desenvolva armas nucleares e afirmou ter desmantelado a capacidade militar do país, alegando que atualmente o Irã não possui Marinha, Força Aérea ou radares.
Além disso, Trump mencionou que todos os líderes iranianos estão "mortos
e esclareceu que seu objetivo não é promover uma mudança de regime, mas sim garantir que o Irã não possua armamento nuclear. Ele também afirmou que mantém uma boa relação com os atuais dirigentes do Irã, que considera
muito mais racionais".
Ao ser questionado sobre a possibilidade de um "bloqueio total
dos Estados Unidos no estreito de Ormuz, Trump disse que o bloqueio anterior aos portos iranianos, que foi suspenso após o acordo de junho, não era um bloqueio, mas sim uma
parede de aço", que impediu a chegada de navios ao Irã.
O presidente americano também comentou sobre a situação econômica do Irã, mencionando uma inflação de 300% e a necessidade do país por alimentos, como milho, trigo e soja. Ele afirmou que os agricultores norte-americanos seriam os responsáveis por fornecer esses produtos ao Irã, caso as negociações avancem.
Em relação ao acordo preliminar, Teerã defendeu a importância do cumprimento dos compromissos estabelecidos, enquanto a administração Trump insistiu na realização de encontros entre os dois países em Doha, no Catar. A situação no Líbano é vista como um ponto delicado, especialmente após Israel reafirmar que não encerrará suas operações militares contra o Hezbollah.