A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo, dos quais 16 pacientes não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto. Entre os casos, dois são importados e os demais estão relacionados a esses.
Os registros estão distribuídos em São Bernardo do Campo, Guarulhos e na capital paulista, onde a secretaria convoca moradores com idades entre 6 meses e 59 anos a se vacinarem, independentemente do histórico vacinal, desde que não tenham contraindicações.
A vacinação indiscriminada foi adotada nas áreas mencionadas devido ao risco de disseminação da doença, conforme orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. Em outros municípios, a recomendação é intensificar as ações de vacinação e atualizar as doses em atraso.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou que o sarampo é altamente contagioso, com partículas virais permanecendo no ambiente por longos períodos. Ele alertou que a transmissão pode ocorrer antes mesmo da manifestação de sintomas.
Kfouri também enfatizou que um único caso pode resultar em 16 a 18 novas infecções entre pessoas não vacinadas. Ele ressaltou a importância de manter altas coberturas vacinais e vigilância ativa para o controle da doença.
Além dos sintomas típicos, como febre e erupções cutâneas, o sarampo pode levar a complicações graves, incluindo encefalite e pneumonia. Kfouri alertou sobre a amnésia imunológica, que pode deixar o paciente vulnerável a outras infecções após a infecção pelo sarampo.
Fonte: Noticiasaominuto