O deputado federal cassado Alexandre Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos enquanto caminhava em Orlando. Com uma condenação de 16 anos de prisão e visto vencido desde março, sua prisão pode resultar em deportação imediata ou em um processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro.
Embora Ramagem esteja sob custódia do ICE por uma infração administrativa, sua condenação por tentativa de golpe de Estado e sua condição de foragido da Justiça brasileira elevam a gravidade do caso. O professor de direito internacional Caio Gracco sugere que a deportação seria a opção mais rápida e menos custosa para os EUA, embora a defesa de Ramagem possa tentar alegar violação de direitos civis para contestar a deportação.
O deputado Cabo Gilberto, líder da oposição na Câmara, afirmou que o grupo pressionará os EUA a conceder asilo político a Ramagem, embora um pedido já esteja em tramitação, enfrentando entraves burocráticos. O professor Solano de Camargo observa que a deportação é a alternativa mais provável, considerando a condenação e a inclusão de Ramagem na lista da Interpol, que complicam sua situação migratória.
Camargo ressalta que, no direito internacional, crimes contra a democracia geralmente não garantem proteção de asilo, o que pode enfraquecer a defesa de Ramagem. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, relator da condenação, foi sancionado pelos EUA em 2025, o que pode influenciar a análise política do caso.