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Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz ao fim da guerra

O Irã anunciou que a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz só será permitida após o término da guerra com EUA e Israel, respeitando protocolos de segurança.
Foto: G1

O Irã declarou que a reabertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais está condicionada ao fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel, além do cumprimento de protocolos de segurança estabelecidos por Teerã. A informação foi divulgada pela agência Fars News Agency.

O vice-ministro da Defesa do Irã, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, afirmou que a retomada do trânsito no canal dependerá de garantias que assegurem a proteção da segurança iraniana. A declaração ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, Quirguistão.

Talaei-Nik enfatizou que a permissão para o trânsito seguro de embarcações comerciais será discutida somente após o término da guerra, desde que os protocolos de segurança sejam respeitados. O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o transporte global de petróleo e gás.

Atualmente, o fluxo de navios na região está reduzido devido a restrições impostas pelo Irã, ao bloqueio naval dos EUA e a recentes ataques e apreensões de embarcações. O vice-ministro também destacou que as restrições são uma resposta aos ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã desde o final de fevereiro.

Além disso, autoridades iranianas já haviam mencionado que garantir a segurança das embarcações no Estreito de Ormuz não será gratuito. Recentemente, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para a imposição de tarifas aos navios que utilizarem a passagem.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, também reiterou que a guerra com os Estados Unidos e Israel ainda não foi encerrada. Ele afirmou que, caso novos ataques ocorram, a resposta do Irã será mais severa do que em ofensivas anteriores.

Akraminia acrescentou que o Irã continuou a produção de drones durante o conflito, com parte dos equipamentos utilizados nas operações fabricados e empregados em meio à guerra. Ele mencionou que mais de 170 drones e 16 aeronaves militares foram abatidos pelas forças de defesa do Exército iraniano e pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

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