A Purdue Pharma, farmacêutica envolvida na crise de opioides nos Estados Unidos, foi condenada a pagar cerca de US$ 7,4 bilhões pela Justiça de Nova Jersey. A empresa foi acusada de enganar órgãos reguladores e de oferecer propinas a médicos para aumentar as vendas do OxyContin, um analgésico com alto potencial de vício.
Como parte de um plano de falência, a Purdue Pharma deverá ser dissolvida em 1º de maio e utilizará seus ativos para cumprir o pagamento acordado. O acordo inclui a criação de um fundo de US$ 865 milhões destinado a indivíduos afetados pela crise de opioides.
Além disso, a empresa concordou em pagar US$ 5,5 bilhões em multas criminais. Contudo, a maior parte desse valor não será efetivamente paga devido a um acordo firmado em 2020 com o Departamento de Justiça dos EUA, que resultará na arrecadação de apenas US$ 225 milhões.
Em 2020, a Purdue admitiu ter impedido a Drug Enforcement Administration (DEA) de realizar ações, ao alegar falsamente que mantinha um programa eficaz para evitar o desvio de medicamentos e ao fornecer informações enganosas para aumentar suas cotas de fabricação.