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Brasil e EUA iniciam diálogo comercial após visita de Lula

Após a visita de Lula à Casa Branca, o Brasil e os EUA iniciaram negociações sobre tarifas e acordos comerciais. O governo brasileiro considera a conversa inicial positiva.
Foto: G1

O governo brasileiro avaliou de forma positiva a primeira conversa com representantes dos Estados Unidos, que ocorreu após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca no início deste mês. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participou de uma reunião por videoconferência com o secretário de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e as equipes técnicas dos dois países.

Elias Rosa classificou o encontro como "excelente" e destacou que Lula orientou os negociadores brasileiros a buscarem compromissos concretos do lado americano nas tratativas comerciais. Contudo, as propostas do Brasil ainda não foram formalmente apresentadas.

A estratégia acordada entre os governos é focar em acordos específicos, negociando ponto a ponto, ao invés de tentar estabelecer um grande acordo comercial de uma só vez. Essas negociações, segundo o ministro, não interferem na investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que continua sob a responsabilidade do Itamaraty.

A reunião acontece em um contexto de questionamentos do governo americano sobre tarifas e barreiras comerciais que o Brasil impõe em alguns setores. Durante a visita, Lula e Trump concordaram que as equipes técnicas dos dois países iniciariam conversas para apresentar alternativas e soluções em até 30 dias.

Os questionamentos dos EUA fazem parte de uma ofensiva comercial mais ampla, que se intensificou após o anúncio do "tarifaço" pelo governo americano. Entre os pontos levantados estão tarifas consideradas altas para produtos industriais e tecnológicos, além de críticas a regras comerciais brasileiras em setores como aço, alumínio e etanol. O governo dos EUA argumenta que algumas dessas medidas dificultam a entrada de produtos estrangeiros no mercado brasileiro, reduzindo a competitividade dos exportadores americanos.

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