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Ministro do STJ Afastado por Assédio Mantém Salário Acima de R$ 100 Mil

Marco Buzzi, afastado do STJ por acusações de assédio sexual, continua recebendo um salário superior a R$ 100 mil, apesar de não ter direito a penduricalhos neste mês.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Marco Buzzi, que está afastado do cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há mais de dois meses devido a acusações de assédio e importunação sexual, mantém um salário que ultrapassa os R$ 100 mil líquidos mensais, mesmo sem receber os penduricalhos neste mês.

O STJ informou que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ao qual Buzzi responde foi levado ao plenário em 14 de abril, e que neste mês ele receberá apenas a parcela remuneratória de seus vencimentos. Isso implica que não serão pagos os adicionais aos quais ele poderia ter direito.

A defesa de Buzzi não se manifestou sobre os pagamentos, mas em declarações anteriores afirmou que ele não cometeu atos impróprios e que a tentativa de julgar o magistrado antes do início da investigação é um retrocesso civilizacional.

O afastamento ocorreu em 10 de fevereiro, quando o STJ instaurou o PAD para investigar as denúncias. Em fevereiro, Buzzi recebeu R$ 132 mil brutos, resultando em R$ 106 mil líquidos. Em março, o valor líquido foi de R$ 101 mil. O salário base de um ministro do STJ é de R$ 44 mil, mas com penduricalhos, esse valor pode ser mais que duplicado.

Embora o STJ não especifique quais penduricalhos Buzzi recebeu, menciona que as indenizações podem incluir auxílio-alimentação, auxílio-transporte, entre outros. As vantagens pessoais, que podem incluir adicionais por tempo de serviço, também contribuem para o salário elevado.

Durante o afastamento, Buzzi manteve uma média salarial semelhante à do ano anterior, quando seus rendimentos superaram R$ 93 mil. Em um mês do ano passado, ele chegou a receber R$ 260 mil, totalizando mais de R$ 1,1 milhão em 2025.

O afastamento impede Buzzi de comparecer ao STJ e exercer suas funções, mas, como não houve sanção formal, ele continua a receber seu salário integralmente. Além do PAD no STJ, ele também enfrenta um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), que está sob sigilo.

O STJ destacou que o PAD foi aberto pelo Pleno em 14 de abril e que, conforme a Resolução 135 do CNJ, o magistrado está impedido de utilizar seu local de trabalho e outros benefícios relacionados ao cargo.

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