No dia 2 de outubro, um vazamento de gás durante uma obra da Sabesp no centro de São Paulo causou preocupação entre os moradores da região. O incidente ocorreu enquanto uma equipe realizava manutenção em uma vala aberta, resultando na perfuração acidental de uma rede de gás.
Imediatamente após o vazamento, a área foi isolada e equipes da Sabesp e da Comgás foram acionadas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram viaturas do Corpo de Bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no local. Moradores relataram ter deixado os prédios às pressas devido ao forte cheiro de gás, mas, felizmente, não houve explosão e ninguém ficou ferido.
A Comgás informou que foi acionada às 19h25 e, cerca de 20 minutos depois, o vazamento foi controlado. Em nota, a Sabesp lamentou o ocorrido e destacou que, ao perceber a perfuração, a equipe interrompeu os trabalhos e seguiu os protocolos de segurança. A concessionária também comunicou que a área foi isolada e os órgãos competentes foram acionados.
A Sabesp reafirmou seu compromisso com a segurança das operações e anunciou um pacote de medidas para evitar novos acidentes, incluindo o aumento do número de fiscais de 200 para 600 e a implementação de monitoramento por câmeras com inteligência artificial até o final do ano.
Essas medidas foram motivadas pela explosão ocorrida em 11 de maio no Jaguaré, que resultou na morte de duas pessoas e na destruição de várias casas. A companhia também ampliará as "janelas de inspeção" e a "zona de atenção" para mapear interferências subterrâneas antes das escavações.
As causas da explosão de maio ainda estão sendo investigadas, com perícias em andamento. O governo de São Paulo, a Sabesp e a Comgás estão trabalhando em conjunto para atender as famílias afetadas, das quais 40 já receberam algum tipo de assistência.