Um novo medicamento experimental, conhecido como elraglusib, demonstrou potencial para aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas. Em um estudo clínico realizado com indivíduos diagnosticados com a doença em estágio avançado, a combinação do fármaco com quimioterapia resultou em uma redução significativa do risco de morte em comparação ao tratamento padrão isolado.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Northwestern, foi publicada na revista científica Nature Medicine. O câncer de pâncreas é reconhecido como um dos tipos mais desafiadores de tratar e figura entre as principais causas de morte por câncer. Os autores do estudo afirmaram que os pacientes que receberam elraglusib em conjunto com a quimioterapia apresentaram quase o dobro de chances de sobrevivência após um ano de tratamento.
O ensaio clínico de fase 2 envolveu 233 pacientes com câncer pancreático metastático, distribuídos em 60 centros de seis países da América do Norte e Europa. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu apenas quimioterapia padrão, enquanto o outro foi tratado com a combinação de quimioterapia e elraglusib.
Os resultados mostraram que os pacientes que receberam o novo medicamento viveram, em média, 10,1 meses após o início do tratamento, em comparação com uma sobrevida média de 7,2 meses para aqueles que receberam apenas quimioterapia. Embora a diferença média de cerca de três meses possa parecer modesta, os pesquisadores destacam que muitos participantes tinham tumores de evolução rápida e que respondiam pouco a qualquer tipo de tratamento.