O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a esquerda brasileira deve se adaptar às novas demandas dos trabalhadores, especialmente em um cenário de transformações nas relações de trabalho. Essa reflexão ocorreu durante uma entrevista ao podcast Calma Urgente!, realizada em Barcelona, durante sua viagem à Europa.
Lula argumentou que não se deve rejeitar os trabalhadores que buscam novas formas de atuação.
Não podemos pegar um conjunto de brasileiros e brasileiras que querem trabalhar de um outro jeito e brigar com eles se quiserem trabalhar daquele jeito. A opção é tentar mostrar a eles que o que queremos é garantir um sistema de segurança — afirmou. Ele destacou a importância de assegurar uma jornada mínima de trabalho, evitando condições análogas à escravidão.
O presidente também mencionou a situação dos entregadores de aplicativos, que frequentemente não contribuem para o INSS e enfrentam riscos em suas atividades.
Quando a gente é muito jovem, acha que o mundo não vai ter problema nenhum. A gente nem pensa em aposentadoria. Daqui a pouco, a gente chega aos 50 e começa a pensar
, refletiu.
Além disso, Lula abordou a questão da regulação das Big Techs, expressando otimismo sobre o avanço desse tema, apesar das dificuldades enfrentadas no Congresso Nacional. Ele afirmou:
A regulação, necessariamente, não está proibindo as pessoas de falarem. Não tem nada a ver com liberdade de expressão
. O presidente enfatizou a necessidade de uma regulação que atenda às demandas da sociedade civil em relação ao funcionamento das redes digitais.
Em outro momento, Lula chegou a Portugal, onde discutiu questões relacionadas à imigração com o primeiro-ministro e o presidente do país. A situação dos brasileiros que residem em Portugal se tornou mais complicada após a aprovação de uma nova Lei dos Estrangeiros, que impôs restrições aos direitos dos imigrantes.