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Israel avança com expansão de assentamentos na Cisjordânia

Israel lançou uma nova licitação para 2.167 moradias no assentamento E1, desafiando sanções internacionais e gerando críticas sobre a criação de um futuro Estado palestino.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Israel anunciou a adição de uma licitação para 2.167 moradias ao seu plano de expansão do assentamento E1, conforme relatado por grupos de direitos humanos. Este projeto é considerado por críticos como uma ameaça à criação de um futuro Estado palestino, pois fragmentaria a Cisjordânia e isolaria a região de Jerusalém Oriental.

Em resposta à expansão dos assentamentos, 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França, impuseram sanções ao governo israelense. O governo britânico, por meio do chanceler Ed Miliband, acusou Israel de permitir uma situação que poderia ser caracterizada como 'limpeza étnica'.

A nova licitação se soma a outra já anunciada para 1.234 unidades, totalizando 3.401 moradias, conforme comunicado do grupo Ir Amim. A decisão foi criticada por um representante do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que afirmou que as licitações do E1 violam o direito internacional.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel e membro da coalizão governista de direita, declarou que o plano 'enterraria' a possibilidade de um Estado palestino. A licitação será aberta para propostas em 25 de outubro, pouco antes das eleições parlamentares em Israel.

O Ir Amim destacou que a data da licitação evidencia a determinação do governo em avançar com o projeto E1, criando uma realidade cada vez mais irreversível antes das eleições. Sob a atual coalizão de direita, a expansão dos assentamentos na Cisjordânia tem sido significativa.

A ONU, os palestinos e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais segundo as convenções internacionais, uma posição que Israel contesta. Os assentamentos, que são comunidades residenciais na Cisjordânia ocupada desde 1967, são vistos como um grande obstáculo para a paz.

Atualmente, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses.

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