A destinação de quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral para os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou forte indignação entre os cidadãos de Cajazeiras. Os recursos, que serão utilizados nas eleições de 2026, provêm de verbas públicas, uma vez que as doações de empresas estão proibidas.
A distribuição dos recursos entre os partidos é feita com base na representatividade de cada um no Congresso Nacional. O Partido Liberal (PL) é o que receberá a maior quantia, cerca de R$ 881 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615 milhões, e o União Brasil, que receberá cerca de R$ 526 milhões. Em contrapartida, as legendas com menor representação, como Unidade Popular e PSTU, receberão apenas R$ 3,3 milhões.
Durante uma enquete realizada pelo programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, no Centro de Cajazeiras, a maioria dos entrevistados considerou o montante inaceitável, especialmente diante das carências enfrentadas pela população. Os cidadãos questionaram a lógica de utilizar recursos públicos para financiar campanhas eleitorais.
O taxista José Gonçalves, conhecido como "Galego
, expressou sua indignação ao afirmar que os partidos deveriam arcar com suas próprias despesas.
Eu acho um absurdo. Quem era para bancar as despesas do partido era o próprio partido. Se eu saio para trabalhar, eu é que tenho que comprar meu carro, não vou pedir um carro para poder trabalhar", desabafou.
Armando Viana também criticou a destinação do fundo, chamando-a de "imoral
. Ele ressaltou que esse volume de recursos poderia ser utilizado para atender às necessidades da população.
Um país tão rico e, ao mesmo tempo, tão carente", afirmou.
Gil Dantas, outro entrevistado, sugeriu que os recursos deveriam ser direcionados para áreas essenciais, como educação e saúde no Nordeste. Ele enfatizou que o dinheiro deveria beneficiar a população, em vez de ser destinado a campanhas políticas.
José Kildery, por sua vez, questionou a necessidade de um gasto tão elevado em campanhas, sugerindo que os recursos poderiam ser melhor distribuídos. Além disso, a apatia política da sociedade foi apontada como um fator que contribui para essa situação. João Maria alertou que a falta de engajamento político permite que gastos excessivos ocorram sem a devida fiscalização.
Fonte: Diariodosertao