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Datafolha revela perfil ideológico de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro

Uma pesquisa do Datafolha aponta que 24% dos eleitores de Lula se identificam com a direita, enquanto 19% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro se posicionam à esquerda. A análise revela nuances no comportamento político...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em junho de 2026 revelou que uma parte significativa dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) se identifica com ideologias políticas distintas das associadas aos candidatos. Entre os eleitores de Lula, 24% se posicionam à direita ou centro-direita, enquanto 19% dos apoiadores de Flávio se identificam à esquerda ou centro-esquerda.

A classificação ideológica dos eleitores não é uma autodeclaração, mas sim um cálculo baseado em respostas a perguntas sobre comportamento, valores e economia. A pesquisa mostrou que a identificação dos brasileiros com a direita ou centro-direita (44%) supera a identificação com a esquerda ou centro-esquerda (39%).

No eleitorado de Lula, a distribuição ideológica é a seguinte: 24% se identificam com a esquerda, 36% com a centro-esquerda, 16% com o centro, 19% com a centro-direita e 5% com a direita. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 25% se posicionam à direita, 38% na centro-direita, 17% no centro, 15% na centro-esquerda e 3% na esquerda.

Analisando o voto declarado no segundo turno de 2022, 56% dos que votaram em Lula se identificam com a esquerda ou centro-esquerda, enquanto 64% dos que votaram em Jair Bolsonaro se posicionam à direita ou centro-direita.

A matriz ideológica do Datafolha é composta por 16 perguntas, sendo 10 relacionadas ao comportamento e 6 ao pensamento econômico. Exemplos de questões incluem a crença na proibição da posse de armas e a percepção sobre as leis trabalhistas.

Entre os eleitores de Flávio, 34% acreditam que a posse de armas deve ser proibida, o que contrasta com a defesa da posse feita pelo pré-candidato. Por outro lado, 26% dos eleitores de Lula consideram que as leis trabalhistas mais atrapalham o crescimento das empresas do que protegem os trabalhadores.

A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.

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