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EUA reativam sanções ao Irã após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Três navios foram atacados no Estreito de Ormuz, levando os EUA a revogar isenção de sanções ao petróleo do Irã. O Catar responsabiliza Teerã pelos ataques.
Foto: G1

Três embarcações foram atacadas no Estreito de Ormuz, conforme relatou a agência britânica de segurança marítima UKMTO nesta terça-feira (7). O incidente ocorreu após o Catar denunciar um ataque do Irã contra um de seus navios.

Em resposta aos ataques, os Estados Unidos decidiram revogar uma licença que havia suspendido temporariamente as sanções ao petróleo iraniano. Um funcionário do Departamento do Tesouro americano declarou à AFP que as ações do Irã na região são "totalmente inaceitáveis" e que isso terá consequências.

A isenção, que havia sido anunciada em junho, permitia que o Irã produzisse e vendesse petróleo até o dia 21 de agosto. De acordo com a UKMTO, a primeira embarcação foi atingida a bombordo por um projétil, cuja origem não foi identificada, próximo à costa de Omã, resultando em um incêndio.

O Catar, atuando como mediador no conflito do Oriente Médio, afirmou que o navio "Al Rekayyat

foi atacado enquanto navegava na área e responsabilizou o Irã. O ministro das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, declarou que o país considera o Irã

plenamente responsável" pelo ataque e por quaisquer danos decorrentes.

Além do "Al Rekayyat", a UKMTO informou que dois petroleiros também foram atingidos, e um terceiro sofreu danos menores devido a um veículo aéreo não tripulado de origem desconhecida. Nos três casos, não houve feridos nem danos ambientais.

Esses incidentes ocorrem em um contexto de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que se iniciou após ataques americanos e israelenses contra Teerã no final de fevereiro. O futuro do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para as exportações de petróleo do Golfo, continua sendo um ponto de tensão nas negociações entre os dois países.

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