As irmãs Maggie e Mary Jenkins, de 16 e 18 anos, foram encontradas mortas em uma área florestal de Key Largo, na Flórida, em maio de 1973. Elas haviam desaparecido um dia após saírem para uma caminhada durante as férias. O caso, que permaneceu sem solução por décadas, teve um novo desdobramento em setembro de 2023, quando as autoridades identificaram David Allen Snyder como o principal suspeito.
As jovens, naturais de Nova Jersey, foram brutalmente agredidas e baleadas. O corpo delas foi descoberto por um desconhecido que alertou as autoridades. As investigações iniciais não conseguiram identificar os responsáveis, e a irmã mais velha de Maggie e Mary chegou a viajar para a Flórida em busca de respostas, mas foi orientada a retornar para casa.
Em 2018, houve um avanço significativo no caso quando analistas forenses do Departamento de Polícia da Flórida desenvolveram marcadores adicionais para um perfil parcial de DNA masculino, a partir de uma mancha de sangue encontrada em uma das roupas das vítimas. Em 2023, o Programa de Investigação Forense em Genealogia Genética assumiu o caso, colaborando com um laboratório forense privado para criar um perfil de DNA mais abrangente.
Após inserir o perfil em bancos de dados de genealogia genética e realizar pesquisas sobre a árvore genealógica, os investigadores identificaram David Snyder como um possível suspeito. Amostras de DNA de familiares de Snyder foram solicitadas e confirmaram sua ligação com o crime.
A irmã das vítimas expressou seu choque ao receber a notícia da identificação do suspeito.
Fiquei chocada porque nunca pensei que o caso fosse ser resolvido — disse ela, acrescentando que espera que Snyder tenha morrido ciente do impacto de seus atos. "Sempre pensei: quem quer que tenha feito isso, espero que tenha medo de que, em algum lugar, alguém pegue sua filha ou neta e faça com ela o que aconteceu com minhas irmãs, porque foi monstruoso", completou.
Fonte: Noticiasaominuto