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Governo Trump considera sanções contra Moraes e STF

O governo Trump está avaliando a imposição de novas sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, em meio à crise no STF. Medidas já foram elaboradas e a situação será monitorada de perto.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo Trump está considerando a aplicação de novas sanções a autoridades brasileiras, especialmente em relação à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo uma alta autoridade do Departamento de Estado, as medidas já foram elaboradas e a administração está pronta para avançar com as sanções.

Entre os nomes monitorados está o ministro Alexandre de Moraes, mas outros integrantes do STF também estão sob observação. A sessão extraordinária marcada para o dia 15 é vista como um momento crucial para essa avaliação, pois o presidente do STF, Edson Fachin, convocou o plenário para discutir um relatório da Polícia Federal que envolve Moraes.

O julgamento pode levar à abertura de uma investigação contra Moraes ou à anulação do relatório, que contém diálogos atribuídos ao ministro. O governo americano está atento aos desdobramentos da crise no STF e irá observar as manifestações e votos dos ministros na sessão.

O Departamento de Estado está considerando diversos instrumentos para impor consequências, incluindo a possibilidade de aplicar a Lei Magnitsky, que permite sanções financeiras. Em agosto, antes da crise relacionada ao Banco Master, já havia indícios de que medidas contra Moraes estavam sendo reavaliadas.

Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em julho de 2025, quando o Departamento do Tesouro bloqueou bens sob jurisdição dos EUA e proibiu transações envolvendo o ministro. Essa sanção foi retirada no final do ano após uma aproximação entre Lula e Trump.

Aliados bolsonaristas têm solicitado a retomada das sanções, com figuras como Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro mantendo contato com a administração Trump. Ambos foram convidados para uma reunião no Departamento de Estado para discutir as possíveis sanções.

A autoridade do Departamento de Estado destacou que não há um cronograma definido para a adoção das medidas, cuja decisão final cabe a Trump. O governo americano também está avaliando o impacto político de novas sanções durante a campanha eleitoral brasileira.

Uma pesquisa realizada pela McLaughlin & Associates, ligada ao partido republicano, revelou que 53,3% dos eleitores não acreditam que a retomada das sanções contra Moraes mudaria seu voto. A pesquisa também mostrou que Lula e a família Bolsonaro são vistos como responsáveis pelas tarifas impostas pelos EUA.

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