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Estudo dinamarquês descarta ligação entre paracetamol e autismo

Uma pesquisa na Dinamarca revela que o uso de paracetamol na gravidez não aumenta o risco de autismo em crianças, analisando dados de mais de 1,5 milhão de nascimentos.
Foto: Metropoles

A utilização de paracetamol durante a gestação não está relacionada a um aumento no risco de autismo em crianças, conforme um extenso estudo realizado na Dinamarca. A pesquisa, que avaliou dados de mais de 1,5 milhão de nascimentos, não encontrou evidências que conectem o medicamento ao transtorno do neurodesenvolvimento.

Os resultados foram publicados na revista científica JAMA Pediatrics e contribuem para esclarecer um debate que se intensificou após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro do ano anterior, sobre uma possível associação entre o paracetamol e o autismo.

O paracetamol, amplamente conhecido por marcas como Tylenol, é um dos analgésicos mais utilizados durante a gravidez para o alívio de dor e febre. No estudo, os pesquisadores monitoraram crianças nascidas entre 1997 e 2022, das quais mais de 31 mil foram expostas ao medicamento no útero. O diagnóstico de autismo foi registrado em 1,8% dessas crianças, enquanto a taxa no grupo não exposto ao paracetamol foi de aproximadamente 3%.

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