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Empresas estrangeiras encerram operações em Cuba devido a sanções dos EUA

Com o fim do prazo imposto pelos EUA, diversas empresas estrangeiras já reduziram ou encerraram suas atividades em Cuba, afetadas por sanções ao conglomerado Gaesa.

A pressão das sanções dos Estados Unidos tem levado empresas estrangeiras a encerrar ou reduzir suas operações em Cuba. O prazo final para que essas companhias rompam vínculos com o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), alvo das sanções, se aproxima, e várias já tomaram medidas.

Em 1º de maio, o ex-presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, destacando a ilha como "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos EUA. O Gaesa, vinculado às Forças Armadas cubanas, foi uma das primeiras entidades sancionadas sob essa nova ordem.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA estabeleceu o dia 5 de junho como prazo para que as empresas ajustem suas operações ou enfrentem sanções, que podem incluir dificuldades no acesso ao sistema financeiro internacional e o congelamento de ativos.

Nesse cenário, a rede hoteleira espanhola Meliá anunciou que encerrará suas operações em 15 hotéis em Cuba que são administrados em parceria com o Gaesa. A empresa justificou a decisão com base nas circunstâncias geopolíticas e econômicas atuais.

Outras redes, como a Iberostar e a canadense Blue Diamond, também informaram sobre a redução ou o encerramento de suas atividades na ilha. A Iberostar deixou de administrar 12 hotéis associados ao Gaesa, mas continua com outras seis unidades ligadas ao Ministério do Turismo cubano.

A Blue Diamond, por sua vez, anunciou a interrupção de suas operações em Cuba devido à situação do setor, que enfrenta crescente pressão dos EUA. Além disso, o grupo asiático Archipelago International está considerando limitar sua presença na ilha.

A canadense Sherritt, que atua no setor de mineração, foi a primeira empresa a anunciar sua saída de Cuba, onde operava desde a década de 1990. O economista cubano Daniel Torralbas avaliou que a saída dessas companhias pode ter um impacto devastador na economia cubana, prevendo que 2026 será um dos piores anos econômicos do país.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou os líderes cubanos, acusando-os de corrupção através do Gaesa, que, segundo o Departamento de Estado, controla até 70% da economia cubana. O governo cubano, por sua vez, defendeu o papel do conglomerado, criado na década de 1990 para contornar o embargo americano.

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