A família do pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, residente em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, lançou uma campanha online para arrecadar R$ 50 mil. O objetivo é custear o translado do corpo do pastor, que faleceu durante os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24).
A confirmação da morte foi feita pela esposa de Romildo, Carlha Nacarid, que ficou ferida e permanece internada no país. A sobrinha do pastor, Jhulya Ribeiro de Lima, informou que a embaixada brasileira está auxiliando na liberação dos trâmites necessários para o retorno do corpo, incluindo a emissão da certidão de óbito.
Inicialmente, a família conseguiu um voo comercial para o transporte do corpo no sábado (27), mas foi informada de que o estado de conservação do corpo não permitia o embarque. Assim, a família precisou buscar uma alternativa, levando à criação da vaquinha virtual para arrecadar os fundos necessários.
Como os custos são muito altos, a vaquinha online vai tanto ajudar a custear o translado, como também ajudar a Carla, esposa do meu tio que segue internada — explicou Jhulya.
A família soube da tragédia de forma inesperada, ao ver uma reportagem sobre os terremotos. Após tentativas de contato, Carlha conseguiu se comunicar e relatar a situação. Desde então, os parentes têm enfrentado dificuldades para obter informações claras sobre o translado.
A previsão é que o corpo de Romildo chegue a Uberlândia ainda nesta semana para o sepultamento. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está acompanhando a situação da comunidade brasileira na Venezuela e prestando assistência consular, mas não forneceu detalhes específicos sobre o caso.
Romildo havia completado 69 anos no dia 21 de junho e estava em Caracas para visitar a família de sua esposa. Durante os terremotos, o casal tentou se abrigar, mas uma parede desabou sobre eles. Romildo foi resgatado, mas não sobreviveu aos ferimentos. Carlha, por sua vez, continua internada com uma fratura na bacia.
Natural de Chapada de Minas (MG), Romildo vivia em Uberlândia há mais de dez anos e era lembrado pela família como um homem de fé e amor por viagens.
Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida
, lamentou Jhulya.