O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu, na última terça-feira, pela continuidade do processo contra a deputada Érika Hilton (PSOL-SP), com 10 votos a favor e 5 contra. A representação, de número 8/2026, foi apresentada pelo partido Missão, que a acusa de suposta quebra de decoro parlamentar.
O relator do caso, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou que a parlamentar teria feito ataques verbais a membros da Câmara que se opuseram à sua candidatura à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres.
O processo foi motivado por postagens da deputada na plataforma X, onde ela se referiu a críticas recebidas, afirmando: 'E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa'.
Cabo Gilberto, autor do parecer preliminar, defendeu a continuidade do processo, ressaltando que a imunidade parlamentar não impede o Parlamento de reconhecer excessos no uso da palavra e aplicar sanções quando necessário.
Na sua defesa, Érika Hilton solicitou o arquivamento do processo, alegando que a oposição estava promovendo uma perseguição política. Ela esclareceu que o termo 'imbeCIS' se referia a pessoas transfóbicas, e não à totalidade das mulheres, e que a expressão 'podem latir' era direcionada a seus adversários políticos.
Com a decisão de prosseguir com o processo, a deputada receberá uma cópia da representação e terá um prazo de 10 dias úteis para apresentar sua defesa escrita, podendo também indicar provas e até 8 testemunhas. Após essa etapa, o relator dará início à fase de produção de provas e elaborará um parecer final, que será discutido e votado pelo Conselho de Ética em até 40 dias úteis.
Fonte: Polemicaparaiba