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Boletim Epidemiológico de Arboviroses na Paraíba: Dados e Vigilância

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou o Boletim Epidemiológico nº 5 de 2026, com 2.489 casos prováveis de arboviroses, destacando a necessidade de vigilância contínua, especialmente em relação à dengue.
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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) apresentou, nesta terça-feira, o Boletim Epidemiológico nº 5 de 2026, que abrange dados até o dia 2 de maio, referentes à 17ª Semana Epidemiológica do ano. O levantamento revelou 2.489 casos prováveis de arboviroses, sendo 2.398 de dengue, 88 de chikungunya e três de zika, sem registros de febre do Oropouche.

As regiões com maior incidência de casos incluem a 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que englobam municípios como João Pessoa e Mamanguape. Apesar da circulação dos vírus, o estado apresenta um cenário de baixa sazonalidade em comparação ao mesmo período de 2025, com uma diminuição nos casos de dengue e chikungunya.

Até a 17ª Semana Epidemiológica, foi confirmado um óbito por dengue, referente a um homem jovem com comorbidades. Além desse caso, outros oito óbitos estão sob investigação.

Carla Jaciara Jaruzo, responsável técnica pelas arboviroses da SES, destacou que, mesmo com a redução na sazonalidade, a dengue continua a ser a principal preocupação, representando mais de 96% dos casos prováveis. Ela enfatizou a importância de a população estar atenta a sintomas como febre e dor abdominal, buscando atendimento médico rapidamente.

O boletim também indicou a presença de diferentes variantes do vírus da dengue em várias regiões. Na capital, foram identificados os tipos DENV-2 e DENV-3, enquanto o DENV-4 foi encontrado em Guarabira e Barra de São Miguel. O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) tem intensificado a identificação dessas variantes por meio de exames RT-PCR.

Para conter a propagação das arboviroses, a SES implementou medidas como o uso de fumacê em áreas prioritárias e capacitações para aplicação de larvicidas. Além disso, foi publicada a Nota Técnica nº 04/2026, que orienta sobre a qualificação das informações sobre anomalias congênitas na Declaração de Nascido Vivo, incluindo casos relacionados ao vírus Zika.

As ações de vigilância e prevenção são consideradas essenciais para reduzir a circulação do mosquito Aedes aegypti e o risco de transmissão das arboviroses. A SES recomenda que a população adote cuidados diários, como eliminar água parada e informar sobre locais abandonados que possam abrigar focos do mosquito.

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