Os corpos dos mergulhadores italianos que faleceram nas Maldivas foram recuperados, mas as autópsias só poderão ser realizadas após a repatriação para a Itália. Uma restrição religiosa local impede que esse procedimento ocorra no país, onde apenas identificação e investigação inicial são permitidas.
Os dois últimos corpos foram encontrados em uma caverna e levados à superfície. Após a identificação em Malé, capital das Maldivas, o processo de repatriação será iniciado, conforme informou o porta-voz do governo, Mohamed Hussain Shareef.
Cinco mergulhadores italianos estavam envolvidos em uma exploração no atol de Vaavu quando o acidente ocorreu. Um dos corpos foi recuperado no dia do incidente, enquanto outros dois foram encontrados posteriormente a cerca de 60 metros de profundidade. Um mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas também faleceu durante as buscas.
Mergulhadores especializados da Finlândia foram chamados para ajudar nas operações de resgate, enquanto as autoridades locais investigam as circunstâncias do acidente.
As autópsias serão realizadas na Itália após a repatriação, uma vez que, segundo o embaixador da Itália no Sri Lanka, Damiano Francovigh, esse procedimento raramente ocorre nas Maldivas. A tradição islâmica local valoriza a preservação do corpo, limitando a realização de autópsias a casos específicos.
A Procuradoria de Roma abriu uma investigação por homicídio culposo e planeja realizar autópsias para determinar as causas exatas das mortes. Entre as hipóteses estão falta de oxigênio, desorientação ou falhas técnicas durante a expedição.