Um vídeo que mostra ativistas da flotilha com destino a Gaza ajoelhados e com as mãos amarradas após serem detidos por Israel provocou uma onda de críticas internacionais. Países como Itália, Irlanda, Espanha, França e Indonésia se manifestaram sobre o caso.
As imagens foram divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, e mostram os detidos alinhados no chão enquanto o hino nacional israelense toca ao fundo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou a divulgação das imagens, mas defendeu a interceptação da flotilha, alegando que os ativistas estavam desafiando o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, descreveu as imagens como "inaceitáveis
e afirmou que os manifestantes, incluindo cidadãos italianos, foram tratados de forma que
fere a dignidade da pessoa humana". Meloni declarou que o governo italiano está trabalhando para garantir a libertação imediata dos detidos e exigiu desculpas pelo tratamento recebido.
A Irlanda Também Expressou Sua Indignação
A Irlanda também expressou sua indignação. A ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, disse estar "consternada e chocada" com o vídeo, ressaltando que os participantes irlandeses não estão sendo tratados com dignidade. Entre os detidos está Margaret Connolly, irmã da presidente irlandesa.
Na Espanha, o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, classificou o tratamento dos ativistas como "indigno e inumano
e convocou a encarregada de negócios de Israel em Madri para prestar esclarecimentos. A França também convocou o embaixador israelense em Paris, com o ministro Jean-Noël Barrot chamando o comportamento de Ben Gvir de
inadmissível".
A Indonésia informou que nove de seus cidadãos foram detidos, incluindo dois jornalistas, e pediu a libertação imediata dos ativistas, que estavam em uma missão humanitária. As forças israelenses interceptaram os barcos na segunda-feira, perto de Chipre, e os 430 participantes foram levados para o porto de Ashdod.
A ONG Adalah, que acompanha os detidos, afirmou que os ativistas foram levados a Israel contra a vontade deles, acusando Israel de violar o direito internacional. Os organizadores da flotilha relataram que cerca de 50 embarcações partiram da Turquia com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e protestar contra o bloqueio.