Os mísseis Patriot serão destinados ao sistema de defesa aérea da Ucrânia, conforme informou o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius. Ele fez o anúncio após uma reunião por videoconferência do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia, que inclui cerca de 50 países.
Pistorius também fez um apelo a todos os membros do grupo para que verifiquem seus próprios estoques e realizem fornecimentos semelhantes. A quantidade exata de mísseis a serem enviados e a data do fornecimento ainda não foram divulgadas.
A Espanha, durante a mesma reunião, anunciou que enviará equipamentos autônomos de geração de energia para a Ucrânia, além de já ter fornecido mais de 70 mísseis de defesa aérea, incluindo Patriot.
A União Europeia também autorizou a Ucrânia a utilizar parte de um empréstimo de 90 bilhões de euros para adquirir mísseis interceptadores Patriot. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância desse acordo para a proteção do espaço aéreo ucraniano.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, elogiou o acordo e reiterou que a Aliança continuará a apoiar a Ucrânia. Ele lembrou que, no ano passado, a OTAN disponibilizou mais de 10 bilhões de dólares para a aquisição de armamentos.
A autorização da UE representa uma exceção à regra de 'preferência europeia' do empréstimo, permitindo que a Ucrânia compre equipamentos norte-americanos. A necessidade de mísseis interceptadores Patriot é urgente, especialmente diante do aumento dos ataques russos.
Recentemente, novos ataques russos em Kiev resultaram em mortes e feridos, intensificando a urgência do apoio militar à Ucrânia.
Fonte: Noticiasaominuto