O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um evento do governo federal em Brasília, fez críticas à percepção de que pessoas de baixa renda não têm interesse em produtos e serviços de qualidade.
Nós precisamos acabar com essa história de que eles pensam que pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles — afirmou, enquanto mostrava o dedo do meio em referência aos mais ricos.
Lula continuou sua fala enfatizando que todos têm direito a bens de qualidade, mencionando áreas como alimentação, vestuário e saúde.
Nós gostamos de coisa boa. De tudo: comida da melhor qualidade, roupa da melhor qualidade, viajar da melhor qualidade, dentista da melhor qualidade, médico da melhor qualidade… Vamos acabar com essa bobagem — disse.
Em um tom mais incisivo, o presidente abordou a questão dos planos de saúde, afirmando que os ricos não arcam integralmente com seus custos.
O rico fala: 'Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos, porque eu pago'. Ele não paga porra nenhuma — declarou, explicando que os gastos com planos de saúde podem ser deduzidos na declaração do Imposto de Renda.
Se ele desconta no Imposto de Renda, quem paga somos nós, porque o governo deixa de arrecadar esse dinheiro
, acrescentou. Lula também comentou sobre sua forma de se expressar, afirmando que não estava bravo, mas sim "bonitão, saudável e muito otimista", enquanto ria.
O evento marcou a comemoração dos resultados do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que visa reduzir a fila de espera por consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a agenda, foram lançadas 12 ações em 12 cidades de sete estados, com telões e a participação de ministros.
Com a proximidade do período de restrições eleitorais, que começa neste sábado, Lula intensificou suas viagens pelo país para inaugurar obras e lançar programas voltados ao financiamento e ao acesso a crédito. Esses eventos têm sido realizados em um formato que permite maior interação com o público, semelhante a programas de auditório.
Aos 80 anos, Lula busca um quarto mandato, enfrentando como principal adversário o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.