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Alexandre de Moraes prorroga prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu prorrogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por envolvimento em atos golpistas.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre em meio a investigações sobre a posse de uma arma registrada em nome de Bolsonaro, que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz.

Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe, havia recebido o benefício da prisão domiciliar em 27 de março, devido a questões de saúde. Desde então, ele tem se recuperado sem complicações, exceto por uma cirurgia no ombro que não está relacionada à sua condição respiratória.

A prorrogação da prisão domiciliar foi motivada pelo depoimento de Bolsonaro à Polícia Civil do Distrito Federal, onde ele confirmou ser o proprietário da pistola apreendida. Durante o depoimento, que durou cerca de cinco minutos, o ex-presidente afirmou que havia solicitado o conserto da arma após notar uma falha, mas negou que isso estivesse relacionado ao fim do prazo de sua prisão domiciliar.

A defesa de Bolsonaro alegou que o segurança, Estácio Leite da Silva Filho, retirou o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente, tornando-a inoperante como medida de segurança, uma vez que Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos.

A pistola Glock de calibre 9 milímetros foi apreendida na segunda-feira passada (15) durante uma abordagem policial a Estácio, que estava a 33 quilômetros do condomínio de Bolsonaro. O ministro Moraes questionou a defesa sobre a razão pela qual o ex-presidente mantinha uma arma em casa e a solicitação de conserto às vésperas do término da prisão domiciliar.

Embora o caso tenha gerado preocupações, a Procuradoria Geral da República (PGR) considerou que a situação não era suficiente para alterar o regime de cumprimento da pena de Bolsonaro. O comportamento de Estácio durante a abordagem policial também levantou suspeitas, mas a defesa sustentou que ele informou imediatamente que a arma pertencia a Bolsonaro e que estava sendo levada para reparo.

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