As recentes chuvas intensas na Paraíba causaram novos danos em diversos municípios e reacenderam a discussão sobre a liberação de recursos federais para a reconstrução das áreas afetadas. O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, destacou a necessidade urgente de apoio financeiro para a recuperação da infraestrutura.
Em entrevista ao programa CBN João Pessoa, Coelho lembrou que, após as chuvas de maio, o Governo do Estado decretou situação de calamidade em 33 municípios, uma medida que foi reconhecida pelo Governo Federal. Ele ressaltou que os projetos enviados pelas prefeituras ainda estão em tramitação, aguardando a liberação dos recursos necessários.
No dia primeiro de maio fomos acometidos por fortes chuvas que provocaram estragos em estradas, ruas, casas e em diversas estruturas dos municípios. A Defesa Civil Nacional e o Ministério do Desenvolvimento estiveram na Paraíba, e o Governo do Estado decretou calamidade em 33 municípios. Alguns projetos daquele primeiro episódio ainda estão em burocracia, em encaminhamento, para que o Governo Federal libere valores para a recuperação das áreas danificadas — afirmou.
Até o momento, os municípios receberam apenas assistência emergencial, como doações de alimentos. Coelho destacou que muitos municípios enfrentam problemas nas vias urbanas e necessitam de recuperação de calçamento e asfalto, além de reparos em residências, especialmente em Santa Rita, que foi o mais afetado.
O presidente da Famup também elogiou as ações do Governo da Paraíba, que garantiu recursos para a recuperação de estradas vicinais e outras estruturas danificadas. No entanto, ele enfatizou que as obras de maior porte dependem da liberação dos recursos federais prometidos após a visita do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em maio.
A situação se tornou ainda mais crítica após um novo período de chuvas intensas no último fim de semana, que causou danos em várias regiões do estado. Municípios como Mogeiro, Massaranduba, Salgado de São Félix, Cabedelo, Juripiranga, Juarez Távora, Aroeiras, Sapé e Alagoa Grande estão sob monitoramento, com registros de famílias desalojadas e deslizamentos de barreiras.
Enquanto as equipes da Defesa Civil e das prefeituras continuam a prestar assistência às famílias afetadas e a avaliar os danos, os gestores municipais aguardam a liberação dos recursos federais para a reconstrução da infraestrutura comprometida pelas chuvas.